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Transtorno de Pânico e Agorafobia

Desde que o diagnóstico de transtorno de pânico foi codificado, em 1980, na terceira edição do Manual de Diagnostico e Estatística de transtornos Mentais (DSM-III) houve o desenvolvimento de tratamentos específicos de eficácia comprovada. Todos os profissionais de saúde devem ser capazes de reconhecer os sintomas do transtorno de pânico, de modo que os pacientes afetados possam receber a terapia apropriada, incluindo agentes farmacoterapêuticos e psicoterapia.

O transtorno de Pânico caracteriza-se pela ocorrência espontânea e inesperada de ataques de pânico. Os Ataques de Pânico tem duração relativamente breve (geralmente, menos de uma hora) com intensa ansiedade ou medo, junto com sintomas somáticos como palpitações e taquipneia. A frequência com a qual os pacientes com transtorno de pânico têm ataques de pânico varia desde múltiplos ataques durante um único dia até, apenas, alguns ataques durante um ano. O transtorno de pânico é frequentemente acompanhado por agorafobia, o medo de estar sozinho em locais públicos (por ex.:, centros comerciais, supermercados, estádios de futebol, cinemas, restaurantes, etc.), especialmente, locais de onde uma rápida saída seria difícil em caso de ocorrer um ataque de pânico. A agorafobia pode ser a mais incapacitante das fobias, pois a sua presença pode interferir significativamente na capacidade de funcionar em situações sociais e profissionais fora de casa.

Apesar de alguns estudos apoiarem a conclusão de existir uma base genética para o transtorno de pânico, as teorias cognitivo-comportamentais afirmam que a ansiedade é uma resposta aprendida pela modelagem do comportamento parental ou pelo processo de condicionamento clássico. Numa abordagem ao transtorno de pânico e agorafobia de acordo com o condicionamento clássico, um estímulo nocivo (por ex.: um ataque de pânico) que ocorre com um estímulo neutro (ex.: estar a jantar num determinado restaurante) pode resultar na evitação do estímulo neutro. Outras teorias comportamentais afirmam haver uma ligação entre a perceção de sintomas somáticos menores (ex.: palpitações) e um ataque de pânico completo.

Já as teorias psicanalíticas conceitualizam os ataques de pânico como resultantes de uma defesa mal sucedida contra impulsos ansiogênicos. Em relação à agorafobia, as teorias psicanalíticas salientam a perda (real ou sentida) de um dos pais na infância e uma história de ansiedade de separação. A fobia de estar sozinho em lugares públicos simboliza esta ansiedade infantil de ser abandonado. Os mecanismos de defesa usados são a repressão, o deslocamento, a evitação e a simbolização, entre outros.

Com tratamento, a maioria dos pacientes melhora dramaticamente os seus sintomas de transtorno de pânico e agorafobia.

Protocolo Terapêutico

  • Terapia Cognitiva
  • Treino Respiratório
  • Relaxamento Aplicado
  • Ensino da prática da Auto-Hipnose
  • Hipnoterapia com recurso a exposição in vitro
  • Hipnoanálise com recurso a regressão

EMDR